Férias nos EUA podem ser o primeiro passo para realizar o sonho americano com segurança jurídica
- jacyabreu
- 9 de nov. de 2025
- 5 min de leitura

Viagem de fim de ano pode servir como fase de pesquisa para quem considera, no futuro, morar legalmente nos Estados Unidos
À medida que se aproximam as férias de fim de ano, muitos brasileiros começam a planejar viagens aos Estados Unidos, seja para revisitar o país ou conhecer novos destinos. Mas além de lazer e compras, esse período também pode ser uma oportunidade estratégica: entender melhor como é a vida nos EUA e avaliar, com os pés no chão, se o país realmente combina com os planos de longo prazo de quem sonha com uma vida no exterior.
“Uma viagem de turismo, se bem aproveitada, pode funcionar como uma fase exploratória — uma chance de observar, com atenção, aspectos fundamentais do cotidiano americano: educação, mercado de trabalho, oportunidades de negócio, segurança e qualidade de vida. Isso, claro, sempre com total respeito às leis de imigração vigentes”, explica o advogado Murtaz Navsariwala, especialista em imigração e fundador da Murtaz Law, sediada em Illinois.
O visto de turismo (B1/B2), que permite estadias temporárias nos EUA, não autoriza trabalho nem matrícula em cursos de longa duração. Ainda assim, ele é suficiente para observar de perto o funcionamento de cidades, escolas, serviços e hábitos culturais. Esse contato direto ajuda a transformar um desejo abstrato em um projeto estruturado, caso a pessoa decida, no futuro, buscar caminhos legais para imigração.
É comum que durante a viagem o turista perceba aspectos do país que não aparecem nas redes sociais ou em relatos de conhecidos. Ver o custo de vida na prática, visitar mercados, conversar com moradores locais, entender o funcionamento de escolas e o ritmo das cidades — tudo isso ajuda a tomar decisões mais racionais e realistas.
Pesquisas recentes apontam que brasileiros nos Estados Unidos estão fortemente concentrados em cinco regiões metropolitanas: Boston, Miami, Nova York/Newark, Orlando e Los Angeles. Boston abriga uma comunidade sólida em cidades como Framingham e Everett, com redes de apoio jurídico, cultural e escolar. É uma região ideal para quem planeja estudar ou aplicar para vistos como o EB-2 NIW. Já Miami concentra brasileiros em áreas como Aventura e Miami Beach, oferecendo clima tropical, familiaridade cultural e oportunidades de negócios voltados à comunidade latino-americana. Nova York e Newark apresentam grande diversidade, forte infraestrutura de serviços, além da presença de centros culturais brasileiros e eventos comunitários, sendo especialmente atrativas para quem busca oportunidades em setores criativos ou profissionais de alta demanda. Orlando, por sua vez, é uma excelente opção para observação de mercado imobiliário e de trabalho, especialmente para famílias, com boas escolas, custo de vida acessível e ambiente amigável.
Por fim, Los Angeles se destaca para quem mira os setores criativo e tecnológico, com diversidade cultural e espaço para empreender em áreas como inovação, audiovisual e design.
“Visitar uma dessas cidades durante as férias pode oferecer uma visão estratégica sobre o que esperar caso a pessoa deseje, futuramente, construir um caminho legal de imigração. É um exercício de pesquisa prática — e não um atalho para mudança de status”, reforça Navsariwala.
Segundo o especialista, um dos maiores erros é acreditar que uma simples viagem de turismo pode ser adaptada espontaneamente para fins de imigração. Essa confusão é arriscada. Mudar de status ou tentar iniciar um processo de residência a partir de uma visita turística pode gerar sérios problemas legais. Toda movimentação migratória precisa ser cuidadosamente planejada, de preferência com apoio jurídico, e sempre iniciada a partir do país de origem, dentro dos parâmetros da lei americana.
Por isso, visitar os EUA nas férias pode sim ser útil — desde que a pessoa encare a experiência como um momento de observação e pesquisa de campo, e não como uma porta de entrada improvisada. O objetivo deve ser reunir informações, avaliar com maturidade o cenário e, se houver real interesse, iniciar um planejamento migratório estruturado e legal ao retornar ao Brasil.
Há casos legítimos de brasileiros que, depois de uma viagem, optam por estudar nos EUA com o visto F-1, investir em negócios locais com o visto E-2 ou aplicar para programas específicos, como o EB-2 NIW, voltado a profissionais com qualificação diferenciada. No entanto, essas são rotas formais, que exigem critérios específicos, documentos, prazos e, muitas vezes, comprovações financeiras ou educacionais. São possibilidades reais, mas jamais imediatas. Elas devem ser tratadas como parte de um processo técnico, não como uma extensão informal da viagem turística. O que recomendamos é que a viagem funcione como uma espécie de laboratório: observar, estudar e anotar. As decisões e ações vêm depois, com planejamento, análise de elegibilidade e segurança jurídica.
Antes de viajar, o ideal é consultar um advogado de imigração para entender quais caminhos podem se aplicar ao seu perfil. Durante a estadia, é crucial respeitar o prazo do visto e evitar qualquer tentativa improvisada de alteração de status. A viagem deve servir para conhecer bairros residenciais, escolas, universidades e centros de negócios. Conversar com brasileiros que já vivem legalmente no país também é uma forma valiosa de entender o que é possível e o que deve ser evitado. Histórias reais de famílias bem estabelecidas mostram que é sim possível viver legalmente nos Estados Unidos com planejamento e estratégia.
“Mais do que um destino turístico, os Estados Unidos podem representar um novo capítulo de vida. Mas para isso, é preciso caminhar com estratégia, responsabilidade e total alinhamento com as normas legais. Tudo começa por uma boa pergunta: esse país realmente é para mim? A resposta vem com o tempo — e uma viagem bem pensada pode ajudar muito nessa reflexão”, finaliza Murtaz.
Sobre a Murtaz Law
Com mais de uma década de experiência orientando famílias e indivíduos que desejam imigrar legalmente para os Estados Unidos, a Murtaz Law mantém uma impressionante taxa de aprovação de 99,5%. O escritório se destaca em casos de imigração temporária, familiar, naturalização e, principalmente, em processos de visto de trabalho — com ênfase no EB2-NIW, que pode levar à obtenção do Green Card.
O fundador, Murtaz Navsariwala, é advogado especializado em imigração para os EUA. Ele é formado em Economia e História pela Northwestern University e possui doutorado em Direito pela Indiana University Bloomington (Maurer School of Law). A Murtaz Law tem sede em Illinois (EUA), onde Murtaz é membro da Ordem dos Advogados, da ARDC, da American Immigration Lawyers Association e da American Bar Association.
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